“Orai uns pelos outros”: esse é um sermão muito conhecido na comunidade cristã. Quando você é cristão, acredita no chamado para orar, abençoar uns aos outros e buscar uma boa convivência. Essa é uma expressão de amor e compaixão, além da própria fé. Se você tem fé, deve lembrar das pessoas e pensar nelas, agradecendo e pedindo por suas vidas. Uma rotina de oração é extremamente importante na vida do crente. Mas não é apenas isso que vai garantir o bem-estar espiritual. Você lembra o que diz em Tiago 2:16? A partir do momento em que você alcança a convicção de que é fundamental viver bem com todos ao seu redor, é preciso ir além! Que se um de nós disser a alguém que vá em paz, que se aqueça e se alimente até ficar satisfeito, porém não dar nada a essa pessoa, do que adianta? Muitas vezes, nós nos apegamos a coisas muito subjetivas. É claro que a oração pode surtir seus efeitos, mas o que será que estamos fazendo na vida prática para que as nossas preces sejam atendidas? Você está criando meios e relacionamentos para alcançar o que pede? Você está, efetivamente, atuando para que a oração se torne realidade na vida das pessoas? Pensando nisso, hoje abordaremos a multiplicação do azeite da viúva de Sarepta, falando justamente sobre a importância da boa convivência na caminhada cristã: continue lendo!
Em 2º Reis 4:3, encontramos a história da multiplicação do azeite da viúva de Sarepta. Você provavelmente já ouviu falar sobre: a mulher não tinha nada em casa além de uma botija de azeite. Estava em extrema pobreza, com o risco do credor forçar a escravidão de seus filhos. Então, o profeta Eliseu, ouvindo a situação da mulher orienta para que ela procure todos os vizinhos e pegue muitos vasilhames vazios. Não alguns, todos, Não poucos, muitos. Assim, a viúva fez, trazendo muitos vasos. É aí que acontece o conhecido milagre: Eliseu pede que ela feche a porta e vá enchendo os vasos com aquela botija que ela tinha. Assim, ela enche todos os vasilhames e o profeta diz que ela pode, agora, vender o azeite e pagar suas dívidas, utilizando o que sobrar para viver dignamente com seus filhos.
Ao ler esses trechos, muitas pessoas falam sobre o poder da obediência — já que a viúva ouviu o profeta e foi fazer exatamente o que ele pediu. Isso é uma verdade: ela não foi descrente e seguiu as instruções. O profeta também multiplicou o azeite que ela já tinha, mostrando que Deus usa nosso potencial para prover o que precisamos. Mas o que queremos chamar a sua atenção aqui é para isso: o profeta pediu para que ela pedisse muitas vasilhas para todos os vizinhos. Se alguém que sempre fala mal de você ou implica aparecesse na sua porta pedindo emprestado todos os potes que você tem, como você reagiria? E se fosse um completo desconhecido? Se a viúva fosse uma pessoa que briga com todo mundo ou simplesmente nunca interagisse nem ajudasse ninguém, como seria a recepção dos vizinhos? Será que ela conseguiria muitos vasilhames? Será que os vasilhames que ela conseguiria sem a ajuda de todos seriam suficientes para garantir o sustento dela e de seus filhos?
O primeiro passo para colocar o ensinamento deste conteúdo em prática é manter a boa convivência. Por que falamos em boa convivência? Simples: você não precisa que todos sejam seus melhores amigos para respeitá-los e tratá-los bem. Lembre-se que todos são feitos a imagem e semelhança de Deus e, portanto, merecem ser tratados dessa forma. Sendo assim, o primeiro ponto é saber ouvir e saber respeitar o espaço do outro. Seja sábio no falar, sabendo que também há momentos para se calar. Lembre-se de que mais vale um bocado de pão seco com tranquilidade do que uma casa cheia de festa e com contenda (Pv 17:1).
Quando você faz o seu estudo bíblico, internaliza os ensinamentos e aí faz o que? Sim, meditar é muito importante, mas o que vai realmente mudar a sua vida — e de todos que estão à sua volta — é o quanto aquilo que você aprende realmente causa impacto na vida prática. Sendo assim, comece a pensar sobre o que pode ser melhorado, quais atitudes suas não condizem e comece a mudar. Se você vive em guerra com alguém, libere o perdão, converse com a pessoa, tente entender o lado dela. Mesmo que você não concorde, lembre-se de que o seu orgulho não vale mais do que a comunhão.
O aspecto íntimo dessa reflexão é importante: precisamos mesmo nos dar conta de qual é a nossa real intenção e disposição. Mas além disso, queremos inspirar você a ser um agente de mudança em sua comunidade também. Há diversas populações carentes e vulneráveis: você pode e deve fazer algo. Busque programas organizados para dar a sua contribuição. Se você pode contribuir financeiramente ou com a doação de produtos, roupas, mantimentos, faça, com amor. Se você pode dedicar o seu tempo ou o seu conhecimento, se aplique nisso. Nesse processo, pratique a tolerância, o respeito e a amizade, sempre mantendo a boa convivência! Plante as sementes!
Para finalizar essa série de reflexões a respeito do ensinamento “orai uns pelos outros”, vamos retomar o que aprendemos hoje: orar é importante, mas não podemos nos esquecer do que nos ensinou a conduta da viúva, que alcançou o seu milagre, de maneira grandiosa, porque pode contar com todos ao seu redor. Vamos ser agentes de mudança? Comece fazendo sua parte e espalhando essa mentalidade tão importante: compartilhe este post nas suas redes sociais e marque alguém para fazer essa leitura!